Quando o amor ultrapassa barreiras

Eu construí um muro à minha volta. Murmurei naquela noite fria de inverno que nunca mais alguém iria magoar-me desta forma, de novo. Não iria permitir que isso acontecesse. Fechei-me a 7 chaves e deixei que todos começassem a chamar-me de fria e insensível, porque não amava ninguém, nem deixava alguém amar-me.

Por muito tempo isso manteve-me segura de mim, não me magoava, não magoava ninguém e estava finalmente tendo paz, mas faltava algo. Eu ainda não sabia viver sem ter alguém por perto. Quando todos os ditos amigos abandonaram-me, eis que ele apareceu. Tinha medo de abordar-me quando queria falar comigo, de como agir perante mim, e sentia no fundo, que a minha presença o incomodava e o transtornava imenso, porque ele queria abraçar-me ou cumprimentar-me e essa barreira para mim não poderia ser quebrada.

Acontece que todos os bons lutadores conseguem vencer suas batalhas e esta não foi diferente. Calmamente, fomos progredindo. Sem pressas. Primeiro um toque, de raspão, como se tivesse acontecido por incidente. Depois dei-lhe a mão, ao qual, muito surpreendido, sorriu-me com o mundo nos olhos. O abraço veio em seguida, quando veio à minha casa e contou-me que o primo havia falecido e por fim o beijo que nos uniu finalmente. Foi este que claramente demonstrou-lhe que o que sentia por si tinha ultrapassado todas as minhas barreiras e os muros que por muito tempo, mantiveram-me segura.

Estava pronta para amá-lo por inteiro. Lembrara-me assim de quando sussurrava-me que iria fazer-me mudar de opinião acerca do amor, e não é que conseguiu? Deixei finalmente alguém entrar no meu coração e passei a acreditar, de novo, no amor que duas pessoas podem nutrir uma pela outra.

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A sobrevalorização do amor e do sexo

Todos dizem que só iremos ser verdadeiramente felizes se encontrarmos um amor. Acontece que amor e dor andam sempre de mãos dadas. Quando amamos muito, o risco de nos magoarmos muito, aumenta gradativamente. Então, porque damos tanto valor ao amor e ao sexo? Porque nos pré-disponibilizámos tanto para isto? Porque assumimos o risco? Porque achamos que as nossas vidas ficam melhores ao termos alguém para amar ou quando temos alguém para amar-nos?

Se sem amor não somos felizes e se sem sexo não temos momentos de muito prazer, então as pessoas solteiras são infelizes? E se não estivermos prontos para amar? E se preferirmos fazer sexo sem compromisso, sem paixão? Não é prazeroso na mesma? Será que o amor é tão importante para sermos felizes?

Muitas vezes, usamos o amor e o sexo para dar sentido às nossas vidas, porque temos medo de morrer sozinhos, de estarmos sozinhos.

Amor e sexo são muito bons, mas não são as únicas coisas (essenciais) que darão sentido à nossa vida. Os seres humanos conseguem ser tão estúpidos a ponto de destruírem completamente uma amizade por conta de um ato sexual. Contentam-se com uma boa noite de sexo e com toda a dor que se seguirá, de seguida.

Todos nós precisamos sentir o coração batendo mais forte, as típicas borboletas no estômago, a adrenalina entre dois corpos juntos, suando e atingindo o clímax, mas ao mesmo tempo, sejamos racionais ao ponto de entender que isso não é tudo o que a vida nos pode oferecer.

Contentar-nos com apenas isso é sim, viver uma vida comum, de pessoas vulgares. Sejamos capazes de querer mais que isso, ver outras coisas que dão-nos também momentos prazerosos e acima de tudo, sentir amor por nós, em primeiro lugar. O amor não desaparece só porque não temos uma paixão. Ele continua a existir, só que não lhe damos margem para que o mesmo se evidencie, como verdadeiramente merece.

Estas duas coisas nunca serão a base de tudo. Talvez estamos dando valor às coisas erradas, sendo que as certas estão esperando ser descobertas. Há que abrir os horizontes e entender que estas duas coisas são prescindíveis sim, em certas ocasiões (sendo que uma delas, por muito tempo, visto que o amor sempre mora nos nossos corações). E só para que conste, pessoas solteiras são muito felizes sim, ainda que não amem alguém e que façam sexo sem compromisso.

amargoamor

Quero voltar atrás na maioria dos dias, só para saber qual é o gosto de poder amar-te, de novo. Quis ser tudo o que nunca poderia ser. Não fosse tão desconexo o meu ser. Quis dar-te o mar, o céu e as estrelas, mas isso nada era para ti. Quis pertencer-te como tu me pertencias. Quis que me amasses como eu te amava. É, esse amar, esse gosto… sempre foi amargo. Tão amargo quanto tu.

Dava-te amor, davas-me tapas. Sempre fui tão insignificante pra ti. Fui burra também. Pensava que poderias mudar um dia, poderíamos ser um só, quando nunca o fomos e nunca o seríamos.

Foi preciso mesmo aquele tapa sem remorsos. Aquele abanão forte, que até hoje me dói. Empurraste-me contra a parede e disseste que nunca irias gostar de alguém como eu. Entendi-te perfeitamente. Aceitei a tua opinião. Hoje sei que livrei-me de algo terrível. Por isso sei que nada acontece por acaso. Há sempre algo a aprender numa desgraça. Há sempre algo a ganhar num amor não correspondido.

A carta de um pai ao ex namorado da filha.

Surpreendentemente, necessitei de contar-te um pouco da minha visão sobre a vida da miúda que tu magoaste. Quem era, verdadeiramente, antes de todas as destruições…

Quando ela nasceu, soube que não seria fácil. Os pais pensam que vão conseguir proteger as suas meninas para sempre, mas não vão. Pensam que serão sempre o homem da vida delas, porém nem tudo acontece dessa forma.

Quando ela largou a minha mão pela primeira vez e correu, divertidamente, para o lado oposto ao meu e não consegui alcançá-la no mesmo segundo, entendi que começara a fase da pré-perca. Quando começou a andar sem precisar de ter a minha ajuda, quando largou a minha mão e andou sozinha e perdeu o medo dos corredores do supermercado, percebi uma coisa triste: ela estava se tornando independente e já não precisava do meu apoio para a maioria das suas tarefas.

Sabes, os filhos crescem e nós queremos que eles voltem a ser pequenos, porque é-nos mais fácil lidar com uma dor de garganta do que com um coração partido. Porque uma dor de garganta não os muda, por completo.

Acredita que dormia mais descansado quando ela ainda era pequena, mesmo que me acordasse 20 vezes por noite, com alguma dor. Porque sabia que ela iria chamar-me quando estivesse doendo, hoje não. Não chama, não demonstra que está sofrendo e não tenho o poder de curar com um beijinho a ferida dela, nem consigo fazê-la cessar o choro com um abraço. Quando antes isto funcionava.

Quase a perdi, uma data de vezes, por conta de uns cobardolas como tu. Ah, a fase do amor! Quem me dera que ela tivesse só começado essa mesma aos 30, para poder tê-la completa por mais tempo. Porque, ela anda tão vazia e partida, que me questiono se não cola todos os pedacinhos a cada amanhecer.

A minha filha sempre irá demonstrar que não está doendo. Às vezes, quando eu chegava do trabalho com queimaduras e a mãe fazia os curativos, não pestanejava e sorria-lhe. Ela sempre teve o espelho de que a dor era suportável, que passava. Não precisei ensiná-la sobre isso. Simplesmente, sabe-se lá como, viu, absorveu e repetiu. Agora repete isso, dia após dia.

Ela não reclama. Não reclama de se levantar às 6 da manhã para ir trabalhar, nem de tudo pelo que passou. Só aceita. Entra com um sorriso em casa, faz-nos rir e no fundo daqueles olhos pretos, vejo ainda mais escuridão.

Não chora na minha frente, mas sei que chora no quarto. Muitas vezes, sai da casa de banho com os olhos vermelhos e diz que foi do champô, até quando não lava o cabelo. Finjo que não noto o quanto está desolada com a tua repentina ida, mas vai passar.

Ela não voltará a ser a menina que um dia corria atrás de mim e me fazia sair de casa só para ir aos baloiços. Não será mais a menina de coração inteiro, sem ferida alguma. Cresceu e carrega muita bagagem às costas. Mais do que alguma vez carreguei com a sua idade. Já não é a menina que não largava os meus braços. Mudou tanto, com tanta destruição, que às vezes, parece que não a reconheço. E ao fazê-la sofrer, deste-lhe mais uma dor para carregar.

Preciso terminar esta carta, dizendo que não te odeio. Já quis ir até tua casa e dar-te uns bons socos, por teres feito a minha filha chorar e se sentir tão infeliz, de novo. Contudo, repensei e cheguei à conclusão de que preciso agradecer-te por teres saído da vida dela. Ela merece mais. Tu não és o homem que a apoiará quando lhe faltar o pai. Não conseguirias fazê-la sorrir sem a minha presença, por muito mais tempo, por isso não és suficiente. Porque, embora ela não corra para os meus braços e chore, sei que tem algo a agradecer todos os dias, pois a dor de perder um pai sempre será maior do que perder um homem qualquer. Porque ainda que não diga, sempre serei o primeiro homem da vida dela e isso não conseguirás tirar-lhe nunca.

Todos os dias são meus.

Não gosto de dizer que este é o meu dia. Todos os dias são meus. Todos eles me ensinam algo, consigo explorar mais este ser, que me tenho vindo a tornar.

Aceito bem, cada ano. A cada vela a mais sinto-me mais feliz. Hoje, tenho orgulho de poder dizer isto, de ter chegado até aqui. Antes ansiava mais um ano, pois tinha pressa de crescer, de tornar-me adulta. Atualmente, sei que temos tempo limitado, que este passa rápido, que devo querer viver mais devagar, aproveitar ao milímetro e tirar partido de cada dia/mês/ano. Precisamos de tempo para amadurecer, superar, mudar.

Descobri que gostava de poder parar as horas, por dias. Há despedidas dolorosas e partidas que custam. Ambas são penosas e difíceis de lidar. Há dores que por mais habituada que esteja, são insuportavelmente más. Custa a curar a ferida e pesam no peito, por dias. Contudo, com elas também vi que perdoar torna tudo mais simples e é um tanto mais rápido superar e curar a ferida.

Antes passava a vida a lamentar. Limitava-me a existir e a reclamar. Não fazia nada para mudar o meu estado ou humor. Aceitava a vida de merda que tinha. Isso mudou (e ainda bem).

Este ano fez-me crescer de maneiras impensáveis. A miúda que olho no espelho é aquela que a criança que habitou em mim, gostaria de ser um dia. Há tanto a melhorar ainda, mas até então, surpreendo-me com o que tenho vindo a conquistar.

Passei a acreditar mais em mim. A dar mais valor ao tempo, às pessoas, aos momentos e às coisas que, verdadeiramente, importam. Fiz as pazes com o meu corpo. Encaro a segunda feira com um sorriso rasgado. Adoro cada início de semana, o que antes era impensável.

Aceitar as diferenças, encarar os problemas, solucionar muitos deles, superar o que/quem não valia a pena e perdoar quem me havia magoado, ensinou-me muito sobre quem sou.

Por todo este tempo, usei uma barreira que não deixava chegarem até ao meu coração. Ainda que conseguissem, sem que soubessem. Deixei a miúda à vista. Estou forte, confiante e pronta para qualquer desafio. Afinal, somos feitos disso mesmo. Transformei medos em conquistas. Não devemos ter medo do que quer que seja. Há que enfrentar, de cabeça erguida. Não importa quantas vezes vamos cair, se iremos levantar-nos sempre.

Consigo escrever sem parar, sem medos e sem rodeios. Consigo, finalmente, escrever sobre mim. Vi que até escrevo clichés e deixei de tentar mostrar que sou insensível (porque nunca o fui).

Este ano ensinou-me muito. Sou grata por cada minuto, queda e aprendizado. Que venham mais dias de luta/conquista e que daqui a um ano consiga estar grata por ter melhorado, em tantos aspectos. Todos os dias são meus, basta vivê-los e lembrar-me deles. Mais uma vela não me faz diferença. Vivo os segundos como se fossem os únicos. Mais uma velinha soprada…

(Criem memórias, diariamente. Sejam gratos pela vida e não só quando completam mais um ano. Todos os segundos contam. Pensem nisso.)

 

 

O certo sempre foi “a gente” separado

O certo sempre foi “a gente” separado. Por mais que lutasse, por mais que te amasse. Não tem como amar e sentir pelos dois. Já não aceito menos do que mereço. Se tiveste de partir e eu também, foi porque preciso de alguém melhor e esse alguém está para vir. Se não vier já, que venha no momento certo. Cá o esperarei, mas não para sempre, como fiz contigo.

Fiz tanta coisa errada contigo, pensando que estava a fazer o certo. O certo seria se não doesse por muito tempo. O amor dói, mas não para sempre, não demoradamente. O nosso doía. Arrancava-me as vontades, a tranquilidade, a felicidade, a sanidade. Conseguiste pôr-me à prova dia após dia, até não restar mais calma nenhuma, até explodir por tudo e por nada, até não sentir mais nada por ti. O meu amor transformou-se em ódio. E eu não sei, até que ponto, te amei. Às vezes, chego à conclusão que não era amor. Era dependência, um escape, uma sentença que assinava com a máxima alegria, de olhos fechados, sem saber onde me metia.

O medo de não ter-te assustava-me, porém bastou terminares, pores um ponto final na nossa relação e rapidamente percebi, com clareza e certeza, de que o certo sempre foi a gente separado. Juntos somos tóxicos. Não demonstramos amor. Colocamos raiva um no outro, somos capazes de dizer as coisas mais desumanas e horríveis, conseguimos fazer com que o outro se sinta um “nada”, com imensa facilidade. Isto nunca foi bom. Nós sempre soubemos que o fim era a opção mais assertiva. Fomos adiando o inevitável. Chegamos a um ponto de ruptura, onde não dava mais, não haviam mais forças, não havia sequer amizade de aguentasse.

Eu senti, por muito tempo, pelos dois. Demonstrei pelos dois. E cansei-me pelos dois, primeiro, também. Arrastar alguém é cansativo, desmotivante e só atrapalha. O certo é agora.

Tu nunca foste a pessoa certa para mim. És um grande amigo, sei que posso contar contigo para tudo, mas não és o que mereço. Mereço mais amor, mais carinho, mais dedicação, mais tudo! E a pessoa certa pode demorar, mas vez alguma irei ceder-me a ti, só por estar sozinha há algum tempo. Estou bem assim e se for para ter alguém, só se a mesma me transbordar, me fizer sentir ainda melhor do que me sinto. Caso contrário, manter-me-ei como atualmente estou.

Nós não fomos um erro, mas nunca fomos os mais indicados, um pro outro. E não o poderemos ser nunca.

sabor de ti.

Odeio tabaco. Odeio o cheiro, a forma como se entranha nas roupas, como vicia as pessoas e todo o fumo que deixa no ar. Detesto mesmo, mas gosto de sentir o sabor quando te beijo. Não tresandas a fumo e agradeço aos deuses por isso. Na maioria das vezes, nem tens hálito de quem fuma uma carteira por dia. Esporadicamente, não fumas tanto para que não embirre contigo (sabes que importo-me muito com a tua saúde) e o beijo parece diferente. É como se nem fosses tu. Sempre bati pé dizendo que não ficaria com quem fumasse e olha agora.

Gosto de ti. Mesmo a sério. Fazes-me encarar o amor de forma diferente, numa perspectiva que há muito pensava não existir. Há tanta coisa que nos une e o amor está mesmo em todos esses pedacinhos, que nos faz ficar, cada vez, mais perto.

Não gosto quando te afastas de mim. Quando vemos um poste e estamos de mão dadas, faço-te dar a volta, aperto-te com força a mão, só para que não a desunas da minha. Não gosto quando andas sem ter a minha mão, ou sem pores o teu braço por cima do meu ombro. Tudo isso me faz lembrar a despedida. Dói. Dói saber que temos momentos (bons) com prazo. Há sempre uma hora de vinda e de ida, pré-definida. Isso magoa demais.

Não sabes formular as frases mais bonitas, mas dizes sempre o que te vai na alma, ainda que aches que não sabes lidar com sentimentos. Custa-me, muitas vezes, dizer-te o que sinto. Aprendi a guardar tudo dentro de mim, a esconder essa fragilidade – porque sim, os sentimentos que nutrimos pelas pessoas, rapidamente, se tornam em grandes fragilidades. É-me mais fácil viver assim. Ainda que sinta tudo com muita intensidade.

Constantemente murmuro-te que tenho sorte e sou grata por ter-te. Não duvides. Tal como não duvidas dos meus sentimentos por ti, ainda que estejas num surto de ciúmes absurdos.

Somos tão iguais que assusto-me, frequentemente. Diz-me: onde estiveste até agora, que não te pedi para parares? Peço-te, não vás embora. Fica. Não te posso pedir para que fiques para sempre, pois a eternidade já se é calculável, mas que fiques, independentemente de tudo, no tempo que quiseres.

Dizes que me amas. Ando a aprender contigo e digo-te mais do que alguma vez disse a alguém. Não és como a maioria das pessoas que passou pela minha vida. A qualquer hora posso ligar-te e sei que vens correndo, sem te pedir. Estás sempre cá para mim, sem que te chame. Nas boas e más horas. Em todas, és necessário. Carregas uma leveza em ti que me faz suspirar e implorar por mais.

Peço-te inúmeras vezes para cantares. Eu sei, sou bem chata quando quero (e mesmo quando não quero). Cantas. Sempre cantas. Em brasileiro ou em português. E, ocasionalmente, em inglês. Afirmas que carrego todas as músicas no peito, que sei a maioria das letras das que cantas e conheces. Confirmo-te a teoria. Contudo, ainda não consegui memorizar a melodia que te vibra no peito. A tua voz já me é familiarizada, porém há algo que me impede de tentar lembrar do teu batimento cardíaco – é o medo de só tê-lo em recordação, como se fosse uma canção e não presencialmente.

Pareço durona, que nem sente. Sinto muito. Finjo que não me atinge. Se não sentisse, como poderia dizer-te que me fazes ter borboletas na barriga? Como poderia sentir e ter significado, o coração acelerado?

Achava que não gostava de lamechices e palavras bonitas. Achava que o amor já não existia nas pessoas, que era apenas atração. Achava que não conseguia encontrar uma pessoa tão bonita como tu.

Não preciso proferir uma palavra, para que saibas o que me vai no pensamento e na alma. Não preciso implorar-te para ficares, porque ficas e é essa a tua vontade. E se eu deixasse não me soltavas, nem por um segundo.

Amar é escutar, cuidar, mimar, ficar. Amar ganhou um sabor diferente desde que chegaste à minha vida. Não tem sabor ao meu café, muito menos a tabaco. Tem sabor de ti. Tem tudo a ver contigo. E ainda bem.

06.03.19